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Роботам в Китае не хватает «мозга» и данных: главный вызов embodied AI на WAIC 2026

Китайские производители роботов на Всемирной конференции по искусственному интеллекту (WAIC) в Шанхае назвали два главных барьера embodied AI: мало данных и нет сильного «мозга» для работы с реальным миром. Сооснователь SenseTime Ван Сяоган считает ключевой задачей связать железо, данные, модели и реальные сценарии в единый замкнутый цикл итераций.

Processado por IA de SCMP Tech; editado por Hamidun News
Роботам в Китае не хватает «мозга» и данных: главный вызов embodied AI на WAIC 2026
Fonte: SCMP Tech. Colagem: Hamidun News.
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O que falta aos robôs chineses

Aos robôs chineses faltam duas coisas ao mesmo tempo: dados de qualidade sobre o mundo físico e um modelo de base forte que conecte percepção e ação. Representantes do setor falaram sobre isso na WAIC e, segundo o South China Morning Post, é justamente esse déficit duplo que trava a transição da IA incorporada (embodied AI) das demonstrações para produtos reais.

Diferentemente dos modelos de linguagem, que aprendem com textos da internet, os robôs precisam de dados sobre movimento, preensão de objetos e reação a ambientes imprevisíveis — e esses dados precisam ser coletados manualmente, o que é caro e lento. Sem um grande volume desses dados, o "cérebro" do robô não aprende a agir com segurança fora do laboratório.

  • Evento — a conferência WAIC, encerrada em 20 de julho de 2026, em Xangai
  • Quem fala — Wang Xiaogang, cofundador da SenseTime e presidente de sua divisão de robótica
  • Barreira 1 — falta de dados sobre a interação com o mundo físico
  • Barreira 2 — ausência de um "cérebro" forte, um modelo de base unificado
  • Tarefa — conectar hardware, dados, modelos e cenários em um ciclo fechado

O que é o "ciclo fechado"

Os participantes da WAIC apontaram como o desafio mais crítico para o setor de IA incorporada a construção de um sistema iterativo fechado, no qual hardware, dados, modelos e cenários reais se reforçam mutuamente. A ideia é que o robô colete dados enquanto trabalha, esses dados melhorem o modelo, o modelo aprimorado torne o robô mais eficiente — e o ciclo se repita.

"Conectar hardware, dados, modelos e cenários reais em um sistema iterativo fechado", —

Wang Xiaogang, cofundador da SenseTime e presidente de sua divisão de robótica, sobre a principal tarefa do setor.

Atualmente esse ciclo está quebrado: a maioria das empresas chinesas tem plataformas de hardware, mas não tem nem um fluxo suficiente de dados de operação, nem um modelo capaz de digerir plenamente esses dados. Enquanto os elos não estiverem conectados, cada protótipo continua sendo uma demonstração isolada, não um produto escalável.

Por que os dados são o gargalo

Os dados para robôs são o principal gargalo porque não podem simplesmente ser baixados da internet como textos ou imagens. Cada ação no mundo físico — um passo, um giro, pegar uma xícara — precisa ser registrada por meio dos sensores de um dispositivo real ou de uma simulação cara, e os volumes dessas informações são incomparáveis aos trilhões de tokens com os quais os modelos de linguagem são treinados.

É exatamente por isso que os participantes da WAIC destacaram o vínculo "dados + cérebro": um modelo poderoso sem dados não aprenderá a agir, e um enorme volume de dados sem um modelo de base unificado não se transformará em comportamento com sentido. Segundo estimativas de pessoas ligadas à conferência, o setor ainda busca uma forma de colocar a coleta de dados em produção contínua de modo que ela pague o custo do hardware.

O que isso significa

A robótica chinesa não esbarra no hardware, mas na inteligência e nos dados: o país já é forte em hardware, mas sem um "cérebro" e um fluxo de dados reais, os robôs não saem do modo demonstração. Fechar o ciclo "hardware — dados — modelo — cenário" está se tornando a principal corrida da IA incorporada nos próximos anos.

ZK
Hamidun News
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