Perseus, do T-Bank: framework de personalização com ML para todo o ecossistema de serviços
O T-Bank criou o Perseus, um framework de personalização universal que une as ações do usuário em dezenas de serviços do ecossistema numa só sequência de eventos. Antes, cada modelo de ML aprendia apenas com os dados do próprio serviço. Agora, o Perseus trabalha com eventos heterogêneos e eleva as métricas de negócio em 3–17%, inclusive para usuários que nunca fizeram uma compra. O framework ataca o problema da fragmentação dos dados: cada serviço tem seu esquema de eventos e seu modelo isolado, e os produtos novos não têm histórico de comportamento, o chamado «cold start». Com a sequência única, o sinal dos serviços maduros é transferido para os novos, e o modelo ganha contexto sobre o usuário antes mesmo de ele realizar a primeira ação no produto. Segundo o T-Bank, o resultado é personalização desde o primeiro contato com um novo serviço, sem depender do acúmulo prévio de dados.
Processado por IA de Habr: Т-Банк; editado por Hamidun News
O T-Bank apresentou, em 23 de julho de 2026, o Perseus, um framework de personalização universal que reúne todas as ações do usuário nos diferentes serviços do ecossistema numa única sequência de eventos e permite elevar as métricas de negócio de 3% a 17%.
Que problema o Perseus resolve
O Perseus elimina a lacuna entre os dados de dezenas de serviços do T-Bank, de compras no supermercado à contratação de financiamento imobiliário. Até agora, cada modelo de ML aprendia apenas com os dados do serviço em que era aplicado e, por isso, «enxergava» o usuário em pedaços, e não por inteiro.
O problema era agravado pela heterogeneidade dos dados: as equipes coletam eventos de forma independente, cada serviço tem seu próprio esquema e, nos produtos novos, simplesmente não há histórico de comportamento, o clássico «cold start». Segundo a descrição do T-Bank, era justamente isso que impedia transferir a personalização entre os produtos do ecossistema e obrigava cada equipe a construir seu modelo do zero.
- Autor: Oleg Lashinin, líder da área de sistemas de recomendação do T-Bank
- Problema: cada serviço tem seu próprio esquema de eventos e seu modelo isolado
- Nos serviços novos não há histórico do usuário: «cold start»
- Solução: uma sequência única com todas as ações do usuário
- Crescimento das métricas de negócio: de 3% a 17%, conforme a tarefa
Como funciona o fluxo único de eventos
O Perseus junta eventos heterogêneos de todos os serviços numa única sequência cronológica e, a partir dela, constrói uma representação integral do usuário. Segundo os desenvolvedores, essa abordagem torna o framework uma ferramenta flexível para trabalhar com dados do ecossistema e permite escalar a personalização com ML para diferentes produtos da empresa, sem retreinar um modelo separado para cada serviço.
É a sequência única que resolve dois problemas ao mesmo tempo: padroniza eventos de esquemas distintos e transfere o sinal de comportamento dos serviços maduros para os novos. Com isso, o modelo recebe contexto sobre o usuário antes mesmo de ele realizar a primeira ação em determinado produto.
«Quando o ecossistema tem dezenas de serviços, queremos que o modelo entenda o usuário por inteiro, e não por pedaços», disse
Oleg Lashinin, líder da área de sistemas de recomendação do T-Bank, no blog da empresa no Habr.
O que isso entrega ao negócio
O principal resultado é o aumento das métricas mesmo onde a personalização antes não funcionava. De acordo com o T-Bank, as métricas de negócio cresceram de 3% a 17% em diferentes tarefas, e o efeito se manteve até para usuários que não tinham nenhuma compra no serviço em questão.
Essa é a principal diferença em relação aos modelos de recomendação clássicos: sem histórico de comportamento, eles ficam impotentes. O Perseus, por sua vez, se apoia nas ações do usuário em outros serviços do ecossistema e personaliza a experiência já no primeiro contato com um produto novo. Para uma empresa com dezenas de serviços, isso significa que lançar a personalização num novo produto deixa de depender do acúmulo de dados.
O que isso significa
Os grandes ecossistemas de fintech caminham para um «perfil único de comportamento»: em vez de dezenas de modelos isolados, um só fluxo de eventos no qual todos os serviços aprendem. Para o T-Bank, é uma forma de ativar rapidamente a personalização em produtos novos, que ainda não têm histórico acumulado, e de extrair até 17% de ganho nas métricas de negócio.
Perguntas frequentes
O que é o Perseus, do T-Bank?
O Perseus é um framework de personalização universal que reúne as ações do usuário em todos os serviços do ecossistema do T-Bank numa única sequência de eventos. Sobre esses dados compartilhados, a personalização com ML é construída de uma vez para diferentes produtos da empresa.
Em quanto o Perseus melhora as métricas?
Segundo o T-Bank, as métricas de negócio cresceram de 3% a 17% em diferentes tarefas, inclusive para usuários sem nenhuma compra, caso em que os modelos convencionais não funcionam por falta de histórico.
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