Pequim amplia capacidade de computação para IA a 130.000 petaflops na corrida tecnológica com os EUA
Pequim está ampliando sua capacidade de computação em nome da "economia de tokens". As autoridades da cidade planejam adicionar mais 50.000 petaflops de computação inteligente no segundo semestre de 2026 e ultrapassar 130.000 petaflops até o fim do ano. Com isso, a China acelera a adoção de IA em setores-chave, em meio à corrida tecnológica com os EUA.
Processado por IA de SCMP Tech; editado por Hamidun News
O governo de Pequim anunciou em 21 de julho de 2026 planos para ampliar de forma drástica a capacidade de computação da cidade: adicionar mais 50.000 petaflops de computação inteligente no segundo semestre e ultrapassar 130.000 petaflops até o fim do ano. O objetivo é acelerar a adoção de IA em setores-chave, na corrida tecnológica com os EUA.
O que Pequim anunciou
Pequim planeja adicionar 50.000 petaflops de capacidade de computação inteligente no segundo semestre de 2026 e levar a capacidade total da cidade a mais de 130.000 petaflops até o fim do ano. A informação foi divulgada pelo Beijing Municipal Bureau of Economy and Information Technology (Birô Municipal de Economia e Tecnologia da Informação de Pequim) em coletiva de imprensa realizada em 21 de julho de 2026. Um petaflop equivale a 10 elevado à 15ª potência de operações de ponto flutuante por segundo, a unidade básica de medida da infraestrutura de computação usada para treinar e executar modelos de IA.
Junto com a ampliação da capacidade, a cidade anunciou novas medidas de apoio à chamada "economia de tokens" (token economy), uma aposta na geração em massa de tokens por modelos de IA em cenários industriais e de serviços.
- Mais 50.000 petaflops no segundo semestre de 2026
- Capacidade total acima de 130.000 petaflops até o fim de 2026
- Anúncio feito em 21 de julho de 2026, em coletiva de imprensa
- Fonte: Beijing Municipal Bureau of Economy and Information Technology
- Objetivo: acelerar a adoção de IA em setores-chave
O que é a "economia de tokens"
A "economia de tokens" é uma abordagem em que o sucesso da infraestrutura de IA é medido não pelo número de modelos implantados, mas pelo volume de tokens que esses modelos geram para tarefas reais dos setores produtivos. O token é a unidade mínima de texto que um modelo de linguagem processa e produz; quanto mais tokens o sistema consegue gerar, maior é sua aplicação na indústria, nos serviços e nos serviços públicos.
Para Pequim, isso significa uma mudança de métrica: a cidade passa a incentivar não apenas o desenvolvimento de modelos, mas o uso em massa deles dentro dos setores-chave. Os 50.000 petaflops adicionais no segundo semestre de 2026 aumentam diretamente essa "produção de tokens": a base de computação define quantas requisições a infraestrutura consegue atender simultaneamente.
Por que isso importa na corrida com os EUA
Ampliar a capacidade de computação é uma resposta direta da China à rivalidade tecnológica com os EUA, onde o acesso a poder computacional se tornou o principal recurso para o avanço da IA. Pequim aposta na infraestrutura: quanto mais petaflops disponíveis para empresas locais e para o setor público, mais rápido os modelos são treinados e atendem às requisições dos usuários dentro do país.
"A cidade adicionará mais 50.000 petaflops de capacidade de computação inteligente no segundo semestre de 2026", afirma o comunicado do
Beijing Municipal Bureau of Economy and Information Technology na coletiva de imprensa.
A meta de 130.000 petaflops até o fim de 2026 sinaliza a intenção de reduzir a dependência da China de fornecedores externos de computação. Com as restrições ao fornecimento de chips avançados, uma base própria de computação torna-se um recurso estratégico, no mesmo nível dos dados e dos algoritmos.
O que isso significa
Pequim desloca a corrida da IA do plano dos modelos individuais para o plano da infraestrutura: a capacidade de computação vira um recurso estratégico. A meta de 130.000 petaflops até o fim de 2026 mostra que a China aposta no volume e na disponibilidade de computação como forma de acelerar a adoção de IA na economia e não ficar para trás dos EUA.
Perguntas frequentes
Quantos petaflops Pequim planeja adicionar?
Pequim pretende adicionar 50.000 petaflops de capacidade de computação inteligente no segundo semestre de 2026 e ultrapassar um total de 130.000 petaflops até o fim do ano.
O que é um petaflop?
Um petaflop equivale a 10 elevado à 15ª potência de operações de ponto flutuante por segundo. É a unidade padrão para medir a capacidade da infraestrutura de computação usada para treinar e executar modelos de IA.
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