Lime, apoiada pela Uber, levanta US$ 174 milhões em IPO de seu serviço de aluguel de patinetes elétricos

A Lime, cujo nome jurídico é Neutron Holdings, e parte de seus acionistas levantaram US$ 174 milhões em um IPO nos Estados Unidos. O preço da oferta ficou no meio da faixa indicativa. Entre os investidores do serviço de aluguel de patinetes e bicicletas elétricas está a Uber, que transferiu sua divisão JUMP para a Lime em 2020.

Processado por IA de Bloomberg Tech; editado por Hamidun News
Lime, apoiada pela Uber, levanta US$ 174 milhões em IPO de seu serviço de aluguel de patinetes elétricos
Fonte: Bloomberg Tech. Colagem: Hamidun News.
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Dado-chave #1O nome jurídico da Lime é Neutron Holdings Inc.
Dado-chave #2As ações do IPO foram vendidas tanto pela própria empresa quanto por parte de seus atuais acionistas
Dado-chave #3O preço final da oferta ficou no meio da faixa indicativa

A Lime, registrada juridicamente como Neutron Holdings Inc., e parte de seus acionistas levantaram US$ 174 milhões na oferta pública inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos. O preço final da oferta ficou no meio da faixa indicativa, segundo a Bloomberg.

O que se sabe sobre o IPO

  • O nome jurídico da Lime é Neutron Holdings Inc.
  • As ações do IPO foram vendidas tanto pela própria empresa quanto por parte de seus atuais acionistas
  • O preço final da oferta ficou no meio da faixa indicativa
  • O volume total captado foi de US$ 174 milhões
  • Entre os investidores da empresa está a Uber, serviço de transporte por aplicativo

O que a Lime faz

A Lime opera o aluguel de patinetes e bicicletas elétricas e foi fundada em 2017, na Califórnia. A empresa segue o modelo de shared micromobility: os usuários localizam e desbloqueiam os veículos pelo aplicativo e pagam as viagens por minuto, enquanto equipes dedicadas recarregam e fazem a manutenção dos patinetes pela cidade. Ao longo dos anos, a Lime atravessou a consolidação de todo o mercado de micromobilidade.

Parte dos concorrentes, incluindo a Bird, que já foi um grande player, faliu ou deixou o mercado. Já a Lime e algumas operadoras europeias, como Tier e Voi, estão entre as poucas empresas que chegaram à escala de dezenas de cidades em vários continentes. A companhia afirmou repetidas vezes que alcançou lucro operacional depois de anos de prejuízo, algo típico de todo o setor de compartilhamento de patinetes em sua fase inicial.

A Uber se tornou uma das grandes investidoras da Lime depois de transferir à empresa, em 2020, sua própria divisão de aluguel de bicicletas, a JUMP, em troca de participação. O acordo se encaixava na estratégia mais ampla da Uber de transformar seu aplicativo em um "superagregador" de diferentes modais de transporte urbano, para além das corridas de carro.

Como funciona o negócio de micromobilidade

Na maioria das cidades, operadoras como a Lime atuam com licenças concedidas pelo poder público municipal. Essas licenças costumam limitar o número de patinetes e bicicletas nas ruas, exigir o cumprimento de regras de estacionamento e prever o compartilhamento dos dados das viagens com a prefeitura. As empresas promovem esses serviços como uma alternativa sustentável a trajetos curtos de carro ou táxi dentro da cidade. A abertura de capital, por sua vez, garante recursos adicionais para ampliar a frota, chegar a novas cidades e, possivelmente, adquirir operadoras regionais menores.

Em operações desse tipo, parte dos recursos captados no IPO tradicionalmente vai também para os investidores iniciais da empresa, além da própria companhia. São fundos de venture capital que ganham a chance de realizar parte do lucro após anos detendo participações fechadas na startup. Pela redação da Bloomberg, parte das ações do IPO da Lime foi vendida justamente por esses acionistas atuais, e não somente pela própria empresa.

Por que isso chamou atenção

Para startups de tecnologia e de consumo tech-enabled, uma oferta precificada no meio da faixa indicativa costuma ser vista como um sinal neutro: a demanda dos investidores institucionais foi consistente, mas não gerou sobredemanda no livro de ofertas, como acontece em IPOs mais disputados.

O que isso significa

A volta de empresas como a Lime ao mercado público mostra que a janela de IPOs para serviços de tecnologia e de consumo tech-enabled volta a se abrir, inclusive para projetos sem qualquer ligação com inteligência artificial generativa.

Perguntas frequentes sobre a notícia

O que se sabe sobre o IPO?

O nome jurídico da Lime é Neutron Holdings Inc. As ações do IPO foram vendidas tanto pela própria empresa quanto por parte de seus atuais acionistas O preço final da oferta ficou no meio da faixa indicativa O volume total captado foi de US$ 174 milhões Entre os investidores da empresa está a Uber, serviço de transporte por aplicativo

O que a Lime faz?

A Lime opera o aluguel de patinetes e bicicletas elétricas e foi fundada em 2017, na Califórnia. A empresa segue o modelo de shared micromobility: os usuários localizam e desbloqueiam os veículos pelo aplicativo e pagam as viagens por minuto, enquanto equipes dedicadas recarregam e fazem a manutenção dos patinetes pela cidade. Ao longo dos anos, a Lime atravessou a consolidação de todo o mercado de micromobilidade. Parte dos concorrentes, incluindo a Bird, que já foi um grande player, faliu ou deixou o mercado. Já a Lime e algumas operadoras europeias, como Tier e Voi, estã

Como funciona o negócio de micromobilidade?

Na maioria das cidades, operadoras como a Lime atuam com licenças concedidas pelo poder público municipal. Essas licenças costumam limitar o número de patinetes e bicicletas nas ruas, exigir o cumprimento de regras de estacionamento e prever o compartilhamento dos dados das viagens com a prefeitura. As empresas promovem esses serviços como uma alternativa sustentável a trajetos curtos de carro ou táxi dentro da cidade. A abertura de capital, por sua vez, garante recursos adicionais para ampliar a frota, chegar a novas cidades e, possivelmente, adquirir operadoras regionais

ZK
Zhemal Khamidun — CPO da Alpina Digital, gerente de produto do AlpinaGPT. Cria produtos de IA desde 2019. O Hamidun News é um projeto pessoal que virou um agregador em produção com mais de 6.000 leitores.
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