Compute Exchange: Carmen Li quer criar um mercado de capacidade de GPU maior que o de petróleo

No novo episódio do podcast Odd Lots, da Bloomberg, Carmen Li, CEO da Compute Exchange e da Silicon Data, conversou com os apresentadores Joe Weisenthal e Tracy Alloway sobre como sua equipe tenta construir um mercado de capacidade computacional (compute). Segundo Li, esse mercado pode se tornar maior que o de petróleo. Ela também explicou o que é necessário para criar um índice de GPUs.

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Compute Exchange: Carmen Li quer criar um mercado de capacidade de GPU maior que o de petróleo
Fonte: Bloomberg Tech. Colagem: Hamidun News.
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Dado-chave #1A convidada do episódio é Carmen Li, cofundadora e CEO da Compute Exchange e da Silicon Data.
Dado-chave #2Os apresentadores do Odd Lots são os jornalistas da Bloomberg Joe Weisenthal e Tracy Alloway.
Dado-chave #3O objetivo do projeto é construir um mercado de capacidade computacional (compute) que pode superar o de petróleo em volume.

No novo episódio do podcast Odd Lots, da Bloomberg, Carmen Li, cofundadora e CEO da Compute Exchange e da Silicon Data, contou aos apresentadores Joe Weisenthal e Tracy Alloway como sua equipe tenta construir um mercado de capacidade computacional (compute) que pode se tornar maior que o de petróleo. Ela também explicou o que é necessário para criar um índice de GPUs.

Por que a computação está virando uma commodity, como o petróleo

O boom da IA generativa fez disparar a demanda por GPUs, já escassas, para treinamento e inferência de grandes modelos. A capacidade computacional dos data centers virou um recurso disputado por laboratórios de IA, provedores de nuvem e startups, de forma parecida com a disputa histórica das empresas por petróleo e outras commodities. Nos últimos anos, a escassez de GPUs se tornou um dos principais temas do setor de IA: os maiores provedores de nuvem gastam dezenas de bilhões de dólares por ano em data centers e chips da Nvidia, e a própria Nvidia se tornou uma das empresas de capital aberto mais valiosas do mundo, em grande parte graças a essa demanda.

A proposta da Compute Exchange e de projetos semelhantes é transformar essa escassez em um instrumento financeiro negociável: índices e, futuramente, contratos futuros sobre o preço e a disponibilidade de horas de GPU.

Como funciona o projeto da Compute Exchange

  • A convidada do episódio é Carmen Li, cofundadora e CEO da Compute Exchange e da Silicon Data.
  • Os apresentadores do Odd Lots são os jornalistas da Bloomberg Joe Weisenthal e Tracy Alloway.
  • O objetivo do projeto é construir um mercado de capacidade computacional (compute) que pode superar o de petróleo em volume.
  • A ferramenta central é um índice de GPUs, que reflete o preço e a disponibilidade de capacidade computacional no mercado.

Por que investidores e empresas de IA precisam desse mercado

Um mercado formal de compute daria às empresas de IA uma forma de se proteger contra saltos bruscos no preço do aluguel de GPUs, assim como as companhias aéreas fazem hedge do combustível com contratos futuros de petróleo. Para investidores, um índice de capacidade computacional seria uma nova classe de ativos, atrelada diretamente ao ritmo de crescimento da indústria de IA, e não a ações isoladas de fabricantes de chips ou provedores de nuvem. Transformar o acesso a essa capacidade em um ativo negociável é uma continuação natural da tendência de financeirização da infraestrutura de IA, que nos últimos anos já deu origem a provedores de nuvem especializados em GPU e a plataformas intermediárias de aluguel de computação.

O Odd Lots é um dos podcasts de finanças mais conhecidos da Bloomberg. Nele, Joe Weisenthal e Tracy Alloway costumam destrinchar com os convidados o funcionamento de mercados novos ou pouco compreendidos pelo grande público, de derivativos de commodities a instrumentos financeiros complexos. A escolha do mercado de compute como tema do episódio mostra, por si só, que o assunto saiu do círculo restrito de especialistas em infraestrutura de IA e passou a interessar um público financeiro amplo.

O que isso significa

O surgimento de índices negociáveis e, futuramente, de contratos futuros sobre capacidade de GPU indica que o compute está deixando de ser apenas uma métrica técnica de data centers para se consolidar como um mercado financeiro próprio, em torno do qual se forma uma nova infraestrutura, de bolsas a derivativos.

Se esse mercado se firmar, ele também mudará a forma como as empresas de IA planejam seus gastos: em vez de contratos de longo prazo com um único provedor de nuvem, elas poderão comprar acesso à capacidade de GPU no mercado aberto e reagir às oscilações de preço quase da mesma forma que as indústrias hoje gerenciam a compra de energia e matérias-primas.

História

Perguntas frequentes sobre a notícia

Por que a computação está virando uma commodity, como o petróleo?

O boom da IA generativa fez disparar a demanda por GPUs, já escassas, para treinamento e inferência de grandes modelos. A capacidade computacional dos data centers virou um recurso disputado por laboratórios de IA, provedores de nuvem e startups, de forma parecida com a disputa histórica das empresas por petróleo e outras commodities. Nos últimos anos, a escassez de GPUs se tornou um dos principais temas do setor de IA: os maiores provedores de nuvem gastam dezenas de bilhões de dólares por ano em data centers e chips da Nvidia, e a própria Nvidia se tornou uma das empresas

Como funciona o projeto da Compute Exchange?

A convidada do episódio é Carmen Li, cofundadora e CEO da Compute Exchange e da Silicon Data. Os apresentadores do Odd Lots são os jornalistas da Bloomberg Joe Weisenthal e Tracy Alloway. O objetivo do projeto é construir um mercado de capacidade computacional (compute) que pode superar o de petróleo em volume. A ferramenta central é um índice de GPUs, que reflete o preço e a disponibilidade de capacidade computacional no mercado.

Por que investidores e empresas de IA precisam desse mercado?

Um mercado formal de compute daria às empresas de IA uma forma de se proteger contra saltos bruscos no preço do aluguel de GPUs, assim como as companhias aéreas fazem hedge do combustível com contratos futuros de petróleo. Para investidores, um índice de capacidade computacional seria uma nova classe de ativos, atrelada diretamente ao ritmo de crescimento da indústria de IA, e não a ações isoladas de fabricantes de chips ou provedores de nuvem. Transformar o acesso a essa capacidade em um ativo negociável é uma continuação natural da tendência de financeirização da infraest

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Zhemal Khamidun — CPO da Alpina Digital, gerente de produto do AlpinaGPT. Cria produtos de IA desde 2019. O Hamidun News é um projeto pessoal que virou um agregador em produção com mais de 6.000 leitores.
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