Desenvolvedora do chip Irtysh obtém direito de vender servidores chineses Loongson na Rússia

A empresa responsável pelo processador russo Irtysh obteve o direito de vender, nos países da União Econômica Eurasiática (EAEU), servidores chineses equipados com processadores Loongson. Para isso, registrou declarações de conformidade para os equipamentos. A decisão chega depois de críticas anteriores do Ministério da Indústria e Comércio da Rússia (Minpromtorg), que via nesses chips uma ameaça à segurança nacional do país.

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Desenvolvedora do chip Irtysh obtém direito de vender servidores chineses Loongson na Rússia
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Dado-chave #1A empresa registrou declarações para servidores baseados em processadores chineses Loongson
Dado-chave #2As declarações dão o direito de vender esses servidores no território dos países da EAEU, incluindo a Rússia
Dado-chave #3Anteriormente, o Minpromtorg havia classificado publicamente os chips Loongson como uma potencial ameaça à segurança nacional

A empresa que desenvolve o processador russo Irtysh registrou declarações de conformidade para servidores chineses baseados em processadores Loongson. Com isso, passou a ter o direito de vendê-los no território da União Econômica Eurasiática (EAEU). A decisão ocorre depois de críticas anteriores do Ministério da Indústria e Comércio da Rússia (Minpromtorg), que via nesses chips uma ameaça à segurança nacional.

O que exatamente a desenvolvedora obteve

  • A empresa registrou declarações para servidores baseados em processadores chineses Loongson
  • As declarações dão o direito de vender esses servidores no território dos países da EAEU, incluindo a Rússia
  • Anteriormente, o Minpromtorg havia classificado publicamente os chips Loongson como uma potencial ameaça à segurança nacional
  • A autorização foi obtida justamente pela empresa que desenvolve o processador nacional Irtysh

Como o

Minpromtorg justificava as preocupações com a Loongson

Loongson é uma linha de processadores desenvolvida desde os anos 2000 por uma estatal chinesa com base na arquitetura própria LoongArch (antes, a linha usava uma versão modificada da arquitetura MIPS). A China criou esses chips em grande parte como resposta ao risco de perder acesso a tecnologias ocidentais de processadores, e hoje os promove ativamente como base para infraestrutura crítica dentro do próprio país. Reguladores russos, incluindo o Minpromtorg, já apontaram em diferentes ocasiões os riscos da dependência da infraestrutura de TI nacional em relação a plataformas de hardware estrangeiras, inclusive chinesas — sobretudo quando o equipamento se destina a segmentos sensíveis do ponto de vista da segurança.

Qual a relação com a substituição de importações de chips na

Rússia

Processadores russos como Elbrus e Baikal são produzidos em lotes limitados e continuam muito dependentes de fabricantes terceirizados no exterior — principalmente a taiwanesa TSMC, cujo acesso por clientes russos é dificultado pelas sanções. Com a escassez de servidores, plataformas chinesas como a Loongson se tornam uma alternativa prática para integradores russos. Ao mesmo tempo, levantam dúvidas sobre uma nova forma de dependência tecnológica — agora não de fornecedores ocidentais, mas chineses.

O que isso significa

A autorização para vender servidores Loongson mostra como, na prática, se resolve o conflito entre duas prioridades da política de TI russa: a necessidade urgente de servidores acessíveis após a saída dos fornecedores ocidentais e a cautela dos reguladores diante da crescente dependência da infraestrutura crítica em relação a fornecedores chineses.

Perguntas frequentes sobre a notícia

O que exatamente a desenvolvedora obteve?

A empresa registrou declarações para servidores baseados em processadores chineses Loongson As declarações dão o direito de vender esses servidores no território dos países da EAEU, incluindo a Rússia Anteriormente, o Minpromtorg havia classificado publicamente os chips Loongson como uma potencial ameaça à segurança nacional A autorização foi obtida justamente pela empresa que desenvolve o processador nacional Irtysh

Como o Minpromtorg justificava as preocupações com a Loongson?

Loongson é uma linha de processadores desenvolvida desde os anos 2000 por uma estatal chinesa com base na arquitetura própria LoongArch (antes, a linha usava uma versão modificada da arquitetura MIPS). A China criou esses chips em grande parte como resposta ao risco de perder acesso a tecnologias ocidentais de processadores, e hoje os promove ativamente como base para infraestrutura crítica dentro do próprio país. Reguladores russos, incluindo o Minpromtorg, já apontaram em diferentes ocasiões os riscos da dependência da infraestrutura de TI nacional em relação a plataforma

O que se sabe sobre Qual a relação com a substituição de importações de chips na Rússia?

Processadores russos como Elbrus e Baikal são produzidos em lotes limitados e continuam muito dependentes de fabricantes terceirizados no exterior — principalmente a taiwanesa TSMC, cujo acesso por clientes russos é dificultado pelas sanções. Com a escassez de servidores, plataformas chinesas como a Loongson se tornam uma alternativa prática para integradores russos. Ao mesmo tempo, levantam dúvidas sobre uma nova forma de dependência tecnológica — agora não de fornecedores ocidentais, mas chineses.

ZK
Zhemal Khamidun — CPO da Alpina Digital, gerente de produto do AlpinaGPT. Cria produtos de IA desde 2019. O Hamidun News é um projeto pessoal que virou um agregador em produção com mais de 6.000 leitores.
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