Biren Technology, MoKe Shensi e Step criam o primeiro produto de IA optoeletrônico

A MoKe Shensi, startup de chips ópticos, a Biren Technology, fabricante de aceleradores de IA, e a empresa de IA Step assinaram um acordo estratégico em Pequim. As parceiras apresentaram em conjunto o primeiro produto de IA do mundo que combina chips ópticos e elétricos em um único sistema, além de uma plataforma de computação de IA optoeletrônica.

Processado por IA de 36Kr (36氪); editado por Hamidun News
Biren Technology, MoKe Shensi e Step criam o primeiro produto de IA optoeletrônico
Fonte: 36Kr (36氪). Colagem: Hamidun News.
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Dado-chave #1O primeiro produto de IA do mundo na categoria de computação inteligente: um sistema comercial em que componentes ópticos e elétricos de uso geral trabalham juntos

Em julho de 2026, três empresas de tecnologia chinesas assinaram em Pequim um acordo de cooperação estratégica: a MoKe Shensi (每刻深思), startup de chips ópticos espaciais; a Biren Technology (壁仞科技), fabricante de aceleradores de IA; e a Step (阶跃), empresa de IA. As parceiras apresentaram em conjunto o primeiro produto de IA do mundo que reúne chips ópticos e aceleradores elétricos de uso geral em um único sistema de computação, além de uma plataforma de computação de IA optoeletrônica.

O que é uma arquitetura de IA optoeletrônica

Hoje, a grande maioria dos cálculos de IA roda em GPUs, processadores gráficos baseados em circuitos elétricos. O domínio da NVIDIA nesse segmento é tão grande que o acesso aos chips da empresa determina, em boa parte, o ritmo do desenvolvimento da IA em diferentes países.

A computação óptica propõe uma abordagem radicalmente diferente: os dados são processados por fótons, partículas de luz, em vez de elétrons. Isso permite executar multiplicações de matrizes, base do funcionamento das redes neurais, à velocidade da luz e com consumo de energia bem menor que o das GPUs tradicionais.

A barreira histórica sempre foi a programabilidade limitada dos circuitos ópticos: eles lidam bem com operações matriciais fixas, mas perdem para a eletrônica em flexibilidade. Uma abordagem híbrida, em que o subsistema óptico assume os cálculos pesados e o elétrico cuida do controle e da adaptação, contorna essa limitação. É nessa ideia que se baseia a arquitetura da MoKe Shensi.

O que as três parceiras anunciaram

Na cerimônia de assinatura em Pequim, a aliança apresentou dois produtos conjuntos:

  • Uma plataforma de computação de IA optoeletrônica: solução única que reúne os chips ópticos da MoKe Shensi e os aceleradores elétricos da Biren Technology em um ambiente comum de hardware e software
  • O primeiro produto de IA do mundo na categoria de computação inteligente: um sistema comercial em que componentes ópticos e elétricos de uso geral trabalham juntos

As três participantes cobrem elos diferentes da cadeia. A MoKe Shensi desenvolve processadores fotônicos. A Biren Technology fabrica aceleradores elétricos de IA e tem experiência na construção de ecossistemas de computação fechados. A Step lança e opera grandes modelos de linguagem e será a testadora prática da nova plataforma.

Por que isso importa para a China

As restrições de exportação dos EUA nos últimos anos deixaram a China, na prática, sem acesso às GPUs de silício avançadas, sobretudo aos produtos da NVIDIA das classes A100 e H100. Isso criou uma escassez aguda de capacidade de computação e levou os players locais a buscar caminhos alternativos.

Os componentes ópticos são fabricados com normas de produção diferentes e ficam sujeitos às sanções americanas em grau bem menor. Uma plataforma optoeletrônica híbrida bem-sucedida abriria para a China um novo corredor tecnológico, independente das restrições que regulam o fornecimento de GPUs de silício.

O que isso significa

A computação óptica é discutida nos círculos acadêmicos desde a década de 1980, mas até agora a tecnologia não havia chegado ao nível de produtos comerciais de IA. O acordo entre MoKe Shensi, Biren Technology e Step é o primeiro caso anunciado publicamente de um produto comercial de IA com arquitetura optoeletrônica híbrida.

Se a plataforma corresponder às expectativas, poderá abrir uma nova classe de infraestrutura de IA, relevante tanto para a China, que busca independência tecnológica, quanto para outros mercados interessados em computação de IA sem depender das plataformas ocidentais dominantes.

Perguntas frequentes sobre a notícia

O que é uma arquitetura de IA optoeletrônica?

Hoje, a grande maioria dos cálculos de IA roda em GPUs, processadores gráficos baseados em circuitos elétricos. O domínio da NVIDIA nesse segmento é tão grande que o acesso aos chips da empresa determina, em boa parte, o ritmo do desenvolvimento da IA em diferentes países. A computação óptica propõe uma abordagem radicalmente diferente: os dados são processados por fótons, partículas de luz, em vez de elétrons. Isso permite executar multiplicações de matrizes, base do funcionamento das redes neurais, à velocidade da luz e com consumo de energia bem menor que o das GPUs trad

O que as três parceiras anunciaram?

Na cerimônia de assinatura em Pequim, a aliança apresentou dois produtos conjuntos: Uma plataforma de computação de IA optoeletrônica: solução única que reúne os chips ópticos da MoKe Shensi e os aceleradores elétricos da Biren Technology em um ambiente comum de hardware e software O primeiro produto de IA do mundo na categoria de computação inteligente: um sistema comercial em que componentes ópticos e elétricos de uso geral trabalham juntos As três participantes cobrem elos diferentes da cadeia. A MoKe Shensi desenvolve processadores fotônicos. A Biren Technology fabrica

Por que isso importa para a China?

As restrições de exportação dos EUA nos últimos anos deixaram a China, na prática, sem acesso às GPUs de silício avançadas, sobretudo aos produtos da NVIDIA das classes A100 e H100. Isso criou uma escassez aguda de capacidade de computação e levou os players locais a buscar caminhos alternativos. Os componentes ópticos são fabricados com normas de produção diferentes e ficam sujeitos às sanções americanas em grau bem menor. Uma plataforma optoeletrônica híbrida bem-sucedida abriria para a China um novo corredor tecnológico, independente das restrições que regulam o fornecim

ZK
Zhemal Khamidun — CPO da Alpina Digital, gerente de produto do AlpinaGPT. Cria produtos de IA desde 2019. O Hamidun News é um projeto pessoal que virou um agregador em produção com mais de 6.000 leitores.
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