Together AI: GPT-5.5, Gemini e Opus não sabem escrever kernels multi-GPU rápidos
A Together AI lançou o ParallelKernelBench, benchmark com 87 tarefas de geração de kernels CUDA para sistemas multi-GPU, tiradas de bases de código reais. Os melhores modelos, GPT-5.5, Gemini 3 Pro e Opus 4.7, resolveram corretamente menos de um terço das tarefas. Ainda assim, vários kernels gerados superaram todas as implementações publicamente disponíveis, incluindo o ciclo de treinamento GRPO do NeMo-RL, para o qual nem existia código público otimizado.
Processado por IA de Together AI Blog; editado por Hamidun News
A Together AI publicou o ParallelKernelBench (PKB), o primeiro benchmark aberto para avaliar a capacidade de modelos de linguagem de gerar kernels CUDA eficientes para ambientes multi-GPU. Depois de testar mais de 40 modelos em 87 tarefas reais, os pesquisadores concluíram que os melhores modelos de fronteira resolvem corretamente menos de um terço das tarefas, e só poucos desses resultados realmente superam uma implementação ingênua em PyTorch.
Por que multi-GPU é mais difícil
Os modelos de linguagem já escrevem código razoável para uma única GPU, e a maioria dos benchmarks de programação de GPU existentes se limita a esse cenário. Mas os sistemas de IA em produção deixaram esse limite para trás faz tempo: rodam em dezenas ou centenas de GPUs ao mesmo tempo. Nessas configurações, o poder de processamento deixa de ser o principal gargalo; a comunicação entre dispositivos assume esse papel.
Segundo a Together AI, o custo de transferir dados entre GPUs consome mais de 20% da latência na inferência, e essa diferença tende a crescer, já que o desempenho dos chips continua superando a largura de banda da interconexão entre chips.
A geração para multi-GPU difere fundamentalmente da de uma única GPU por três motivos:
- Explosão combinatória de opções: é preciso escolher entre paralelismo tensorial, de contexto, de especialistas, de dados e outros, e cada um cria seu próprio padrão de comunicação
- Outro modelo de desempenho: em vez do roofline de computação local, o principal limite passa a ser a largura de banda da interconexão entre chips
- Uma nova escolha de arquitetura: como mover fisicamente os dados entre GPUs (via copy engine, TMA, SM load/store ou NVLS) e se vale a pena sobrepor a transferência de dados à computação
Como o benchmark funciona
O PKB inclui 87 tarefas de bases de código reais (Megatron-LM, DeepSpeed, DeepEP, TensorRT-LLM e NeMo-RL), além de cargas distribuídas fora do padrão: roteamento em redes neurais de grafos, FFT distribuída e Gaussian splatting. Essa seleção cobre os principais tipos de sharding: tensorial, de contexto, de dados, de especialistas, sequencial e FSDP/ZeRO.
Cada tarefa começa com uma implementação padrão em PyTorch + NCCL e uma descrição da topologia do hardware. O modelo precisa substituí-la por um kernel CUDA próprio, que transfira dados diretamente entre GPUs via NVLink usando memória simétrica, sem passar pela pilha padrão de operações coletivas.
A avaliação usa três critérios: correção do resultado, aceleração em tempo real (wall-clock) e alcance do communication roofline, o limite teórico da largura de banda da interconexão.
Resultados e vitórias inesperadas
A Together AI testou mais de 40 modelos, incluindo GPT-5.5, Gemini 3 Pro e Opus 4.7, os atuais modelos de ponta da OpenAI, do Google e da Anthropic. Os resultados foram igualmente ruins para todos:
- O melhor modelo resolveu corretamente menos de um terço das 87 tarefas
- Menos de um quarto das soluções corretas superou a implementação-base ingênua em PyTorch + NCCL
- As principais falhas ocorreram no gerenciamento da comunicação entre GPUs e na escolha do método certo de transferência de dados
Mesmo assim, algumas soluções se mostraram surpreendentemente boas: certos kernels gerados superaram todas as implementações publicamente disponíveis. O caso mais marcante é o treinamento GRPO no NVIDIA NeMo-RL: até agora não existia código público otimizado para essa operação, e um modelo de linguagem o escreveu antes dos humanos.
"Vários kernels gerados se mostraram mais rápidos do que qualquer coisa disponível em código aberto", segundo o relatório técnico do
ParallelKernelBench.
O que isso significa
O PKB marca a próxima fronteira da programação com IA: a passagem de uma GPU isolada para sistemas distribuídos multi-GPU. Por enquanto, os modelos de fronteira não dão conta, mas os raros lampejos de sucesso sugerem que há margem para progresso com a coleta direcionada de dados de treinamento especializados.
Para equipes que otimizam inferência e treinamento em clusters de GPUs, é uma referência importante: a ferramenta está amadurecendo, mas ainda não está pronta para uso amplo.
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Perguntas frequentes sobre a notícia
Por que multi-GPU é mais difícil?
Os modelos de linguagem já escrevem código razoável para uma única GPU, e a maioria dos benchmarks de programação de GPU existentes se limita a esse cenário. Mas os sistemas de IA em produção deixaram esse limite para trás faz tempo: rodam em dezenas ou centenas de GPUs ao mesmo tempo. Nessas configurações, o poder de processamento deixa de ser o principal gargalo; a comunicação entre dispositivos assume esse papel. Segundo a Together AI, o custo de transferir dados entre GPUs consome mais de 20% da latência na inferência, e essa diferença tende a crescer, já que o desempen
Como o benchmark funciona?
O PKB inclui 87 tarefas de bases de código reais (Megatron-LM, DeepSpeed, DeepEP, TensorRT-LLM e NeMo-RL), além de cargas distribuídas fora do padrão: roteamento em redes neurais de grafos, FFT distribuída e Gaussian splatting. Essa seleção cobre os principais tipos de sharding: tensorial, de contexto, de dados, de especialistas, sequencial e FSDP/ZeRO. Cada tarefa começa com uma implementação padrão em PyTorch + NCCL e uma descrição da topologia do hardware. O modelo precisa substituí-la por um kernel CUDA próprio, que transfira dados diretamente entre GPUs via NVLink usan
O que se sabe sobre Resultados e vitórias inesperadas?
A Together AI testou mais de 40 modelos, incluindo GPT-5.5, Gemini 3 Pro e Opus 4.7, os atuais modelos de ponta da OpenAI, do Google e da Anthropic. Os resultados foram igualmente ruins para todos: O melhor modelo resolveu corretamente menos de um terço das 87 tarefas Menos de um quarto das soluções corretas superou a implementação-base ingênua em PyTorch + NCCL As principais falhas ocorreram no gerenciamento da comunicação entre GPUs e na escolha do método certo de transferência de dados Mesmo assim, algumas soluções se mostraram surpreendentemente boas: certos kernels ger
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