Erin Brockovich declara guerra aos data centers de IA: "é Hinkley com esteroides"

Erin Brockovich, a ativista que em 1993 arrancou US$ 333 milhões da gigante de energia PG&E por contaminação da água potável sem ter diploma de direito, assumiu uma nova causa. Em abril, ela pediu que as pessoas escrevessem sobre problemas com data centers perto de suas casas. Em um mês, 3.862 pessoas responderam. "Parece Hinkley com esteroides", diz ela. Desta vez, o alvo são os data centers construídos no mundo todo para alimentar sistemas de inteligência artificial.

Processado por IA de Guardian; editado por Hamidun News
Erin Brockovich declara guerra aos data centers de IA: "é Hinkley com esteroides"
Fonte: Guardian. Colagem: Hamidun News.
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Dado-chave #1Captação de água de corpos d'água e rios locais para resfriar os racks de servidores
Dado-chave #2Alta brusca nas tarifas de energia por sobrecarga das redes locais
Dado-chave #3Poluição do ar por geradores a diesel de reserva durante falhas

Erin Brockovich, a ativista que em 1993, sem diploma de direito, conseguiu que a gigante de energia Pacific Gas & Electric pagasse US$ 333 milhões aos moradores de Hinkley, na Califórnia, pela contaminação de águas subterrâneas, anunciou uma nova campanha. Desta vez, ela mira os data centers erguidos no mundo todo para alimentar sistemas de inteligência artificial. E se Hinkley foi a história de uma cidade e de uma empresa, segundo Brockovich a situação atual é global.

De onde vieram as cartas

Há algumas semanas, Brockovich acordou e encontrou 30 e-mails não lidos de pessoas da mesma cidade. Ela recebe mensagens o tempo todo: em três décadas, tornou-se o símbolo da defensora procurada quando parece que não há mais a quem recorrer. Mas uma enxurrada de cartas de um único lugar é sempre um sinal.

Todas falavam de data centers. Em abril de 2026, Brockovich publicou um apelo em seu site: pediu que qualquer pessoa com dúvidas ou queixas sobre um data center perto de casa escrevesse a ela. Em um mês, 3.862 pessoas responderam. Ela não esperava essa resposta, mesmo com a experiência de Hinkley.

"Hinkley com esteroides"

Em 1993, Brockovich ajudou os moradores de Hinkley a provar que a PG&E despejava havia anos cromo hexavalente nas águas subterrâneas e negava o fato. Os US$ 333 milhões recuperados foram, na época, o maior pagamento por ação direta na história dos EUA. Em 2000, estreou um filme sobre o caso, com Julia Roberts no papel principal, que explica sem rodeios quem Brockovich é para milhões de americanos.

Agora, ela vê um esquema parecido em uma escala qualitativamente diferente. As empresas de tecnologia sempre construíram data centers, mas os erguidos hoje para cargas de inteligência artificial são bem maiores, consomem mais água e energia e muitas vezes surgem onde os recursos são limitados.

"Parece Hinkley com esteroides", diz Brockovich.

Um único grande data center de IA pode consumir milhões de litros de água por dia só para resfriar os racks de servidores. Em regiões áridas, isso é concorrência direta com as necessidades de moradores e agricultores. Somam-se a isso a pressão sobre as redes elétricas, a fumaça de geradores a diesel de reserva em caso de falhas e aprovações aceleradas que driblam as avaliações ambientais padrão.

Queixas do mesmo tipo

Entre os milhares de mensagens que Brockovich recebe, há temas em comum: as comunidades locais sentem que as decisões são tomadas sem elas. As queixas concretas:

  • Captação de água de corpos d'água e rios locais para resfriar os racks de servidores
  • Alta brusca nas tarifas de energia por sobrecarga das redes locais
  • Poluição do ar por geradores a diesel de reserva durante falhas
  • Licenças emitidas sem as avaliações ambientais obrigatórias
  • Obras sem audiências públicas com os moradores das áreas vizinhas
"Enfrentamos forças que têm todo o dinheiro do mundo.

Mas foi justamente isso que nunca me impediu".

Brockovich já coordena o trabalho com advogados e ambientalistas em vários estados. O objetivo é sistematizar as queixas, identificar os casos mais graves e, havendo fundamento, levá-los à Justiça. Na prática, ela monta um monitoramento descentralizado: milhares de pessoas registrando o que acontece perto de suas casas.

O que isso significa

Os data centers de IA não são uma "infraestrutura digital" abstrata. São instalações físicas com consequências concretas para a água, o ar e o orçamento dos moradores. Se as empresas de tecnologia não criarem procedimentos transparentes de relacionamento com as comunidades, a pressão de baixo vai crescer. Essa pressão já tem um precedente com resultado de muitos milhões, e uma pessoa que sabe como aplicá-la.

Perguntas frequentes sobre a notícia

O que se sabe sobre De onde vieram as cartas?

Há algumas semanas, Brockovich acordou e encontrou 30 e-mails não lidos de pessoas da mesma cidade. Ela recebe mensagens o tempo todo: em três décadas, tornou-se o símbolo da defensora procurada quando parece que não há mais a quem recorrer. Mas uma enxurrada de cartas de um único lugar é sempre um sinal. Todas falavam de data centers. Em abril de 2026, Brockovich publicou um apelo em seu site: pediu que qualquer pessoa com dúvidas ou queixas sobre um data center perto de casa escrevesse a ela. Em um mês, 3.862 pessoas responderam. Ela não esperava essa resposta, mesmo com

O que se sabe sobre "Hinkley com esteroides"?

Em 1993, Brockovich ajudou os moradores de Hinkley a provar que a PG&E despejava havia anos cromo hexavalente nas águas subterrâneas e negava o fato. Os US$ 333 milhões recuperados foram, na época, o maior pagamento por ação direta na história dos EUA. Em 2000, estreou um filme sobre o caso, com Julia Roberts no papel principal, que explica sem rodeios quem Brockovich é para milhões de americanos. Agora, ela vê um esquema parecido em uma escala qualitativamente diferente. As empresas de tecnologia sempre construíram data centers, mas os erguidos hoje para cargas de inteligê

O que se sabe sobre Queixas do mesmo tipo?

Entre os milhares de mensagens que Brockovich recebe, há temas em comum: as comunidades locais sentem que as decisões são tomadas sem elas. As queixas concretas: Captação de água de corpos d'água e rios locais para resfriar os racks de servidores Alta brusca nas tarifas de energia por sobrecarga das redes locais Poluição do ar por geradores a diesel de reserva durante falhas Licenças emitidas sem as avaliações ambientais obrigatórias Obras sem audiências públicas com os moradores das áreas vizinhas "Enfrentamos forças que têm todo o dinheiro do mundo. Mas foi justamente iss

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Zhemal Khamidun — CPO da Alpina Digital, gerente de produto do AlpinaGPT. Cria produtos de IA desde 2019. O Hamidun News é um projeto pessoal que virou um agregador em produção com mais de 6.000 leitores.
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